A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, mas muitas vezes chega acompanhada de dúvidas e inseguranças. Se você começou a perceber mudanças no seu corpo depois dos 35 ou 40 anos — alterações no sono, no humor, na energia, na libido ou na composição corporal — é natural surgir a pergunta: o que está acontecendo comigo?
A menopausa não começa no dia da última menstruação. Ela é um processo. E, muitas vezes, os primeiros sinais surgem anos antes.
A boa notícia é que informação de qualidade e acompanhamento médico adequado transformam completamente a forma como essa fase é vivida.

Quem é o médico que trata a menopausa?
O médico que geralmente acompanha e trata a menopausa é o ginecologista. Alguns endocrinologistas também podem atuar no cuidado dessa fase da vida da mulher.
Se você está passando por sintomas como ondas de calor, alterações do sono, mudanças de humor, diminuição da libido ou ganho de peso, é importante fazer uma avaliação ginecológica para entender o que está acontecendo no seu corpo e discutir as opções de tratamento.
A Dra. Luanda Rosin é médica ginecologista e atende mulheres que desejam compreender melhor as mudanças hormonais da perimenopausa e pós-menopausa.
Formada em Medicina pela Universidade Estácio de Sá (UNESA), fiz residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo HCPM-RJ e pós-graduação em Ginecologia Endócrina pelo Instituto Fernandes Figueira (IFF).
Durante a consulta, a Dra. Luanda cria um ambiente acolhedor e de escuta atenta, para que você se sinta à vontade para esclarecer suas dúvidas. Cada caso é avaliado com atenção para definição da conduta mais adequada para a saúde e bem-estar da paciente, sempre com base em evidências científicas.
A Dra. Luanda gosta de conduzir de forma detalhada e integrada, avaliando
- História clínica
- Sintomas atuais
- Exames laboratoriais e de imagem
- Composição corporal
- Alimentação
- Qualidade do sono
- Nível de atividade física
- Nível de estresse
- Rotina e aspectos emocionais
O atendimento é presencial no bairro de Icaraí, Niterói-RJ, direcionado a mulheres que desejam acompanhamento médico consistente e estratégia personalizada para essa fase da vida.



Entenda o que está acontecendo com seu corpo após os 35

Antes da menopausa propriamente dita, existe a perimenopausa — período de transição hormonal que pode durar vários anos.
Nessa fase, os ovários começam a reduzir progressivamente a produção de estrogênio e progesterona. Esses hormônios não atuam apenas no útero. Eles influenciam:
- Sono
- Metabolismo
- Massa muscular
- Distribuição de gordura
- Humor
- Libido
- Saúde óssea
- Sistema cardiovascular
Por isso, as mudanças são amplas e, muitas vezes, confundidas com estresse ou cansaço da rotina.
A menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação. Mas os sintomas podem começar muito antes.
Menopausa e longevidade feminina

Nas últimas décadas, a expectativa de vida da mulher aumentou de forma significativa. Hoje, é comum que uma mulher viva mais de 30 anos após a menopausa.
Isso significa que a fase pós menopausa não é um período curto da vida — ela representa quase um terço da jornada feminina.
Por muitos anos, essa fase foi negligenciada pela medicina. A mulher deixava de menstruar e, a partir daí, simplesmente “seguia a vida”. Hoje sabemos que essa transição envolve alterações hormonais que impactam ossos, metabolismo, saúde cardiovascular, cognição e qualidade de vida.
Cuidar da menopausa não é apenas aliviar sintomas.
É investir em saúde a longo prazo.
Sintomas da menopausa que muitas mulheres ignoram

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a expectativa de vida feminina aumentou significativamente nas últimas décadas, o que torna ainda mais relevante o cuidado com a saúde após a menopausa. E reconhecer os sintomas da menopausa é primeiro passo.
Alguns sintomas são amplamente conhecidos, como as ondas de calor. Outros são pouco associados à transição hormonal.
Sintomas mais comuns
- Ondas de calor (fogachos)
- Suores noturnos
- Insônia
- Irregularidade menstrual
- Oscilações de humor
- Ansiedade
- Redução da libido
- Cansaço persistente
Sintomas menos reconhecidos
- Ganho de gordura abdominal
- Perda de massa muscular
- Dores articulares
- Queda de cabelo
- Pele mais fina e ressecada
- Ressecamento vaginal
- Dor durante a relação
- Falhas de memória
- Dificuldade de concentração
Muitas mulheres descrevem a sensação de “não serem mais as mesmas”.
Isso não é fragilidade. É fisiologia.
O impacto metabólico e emocional da transição hormonal

A transição hormonal frequentemente coincide com uma fase de alta exigência profissional e familiar.
Ao mesmo tempo, o declínio hormonal pode impactar:
- Composição corporal
- Qualidade do sono profundo
- Clareza mental
- Saúde óssea
- Risco cardiovascular
Ignorar essa fase pode significar perder a oportunidade de intervir de forma preventiva.
Menopausa também é estratégia de longevidade.
🔍 A transição hormonal pode favorecer aumento de gordura abdominal e perda de massa muscular. Para entender melhor como essas mudanças impactam o corpo feminino, escrevi um artigo específico sobre emagrecimento feminino e saúde metabólica.
O impacto hormonal no cérebro feminino

O estrogênio não atua apenas no útero. Ele tem papel importante no funcionamento cerebral.
Durante a perimenopausa e a menopausa, muitas mulheres relatam:
- Dificuldade de concentração
- Esquecimentos frequentes
- Sensação de mente “mais lenta”
- Alterações de humor
Essas mudanças estão relacionadas à oscilação hormonal e à forma como o cérebro responde à queda progressiva do estrogênio.
Isso não significa perda de capacidade intelectual.
Significa que o corpo está atravessando uma adaptação fisiológica.
Com orientação adequada, é possível reduzir esse impacto e preservar desempenho cognitivo e emocional.
Menopausa, ossos e coração

A redução do estrogênio também interfere na densidade óssea e na saúde cardiovascular.
Após a menopausa, há maior risco de:
- Osteopenia e osteoporose
- Fraturas
- Alterações no colesterol
- Aumento do risco cardiovascular
Por isso, a avaliação nessa fase deve ir além dos sintomas visíveis.
Prevenção é parte essencial do acompanhamento médico.
Como é feita a avaliação médica na menopausa?

O diagnóstico é predominantemente clínico.
São considerados:
- Histórico menstrual
- Sintomas
- Contexto de vida
- Exame físico
- Avaliação metabólica
- Exames complementares quando indicados
Exames hormonais isolados não definem o quadro.
A avaliação precisa ser individualizada e contextualizada.
Existe tratamento seguro e individualizado?
Sim. E ele deve ser personalizado.
Não existe uma única conduta válida para todas as mulheres. A decisão depende de:
- Idade
- Intensidade dos sintomas
- Histórico pessoal e familiar
- Perfil metabólico
- Expectativas e objetivos da paciente
Como é definida a melhor estratégia terapêutica?

A decisão sobre utilizar ou não terapia hormonal não é automática.
Ela envolve avaliação cuidadosa de:
- Histórico familiar de câncer de mama
- Histórico cardiovascular
- Índice de massa corporal
- Exames laboratoriais
- Perfil metabólico
- Intensidade dos sintomas
A medicina atual trabalha com individualização.
Não existe receita pronta.
Terapia hormonal

Quando bem indicada e acompanhada, pode:
- Reduzir ondas de calor
- Melhorar qualidade do sono
- Preservar massa óssea
- Auxiliar na manutenção da massa muscular
- Melhorar libido
- Contribuir para melhor qualidade de vida
A decisão sobre iniciar ou não o tratamento deve ser individualizada, considerando histórico pessoal, fatores de risco e objetivos da paciente.
As recomendações atuais são baseadas em evidências científicas e seguem diretrizes de entidades como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e e a The Menopause Society, referência internacional em estudos sobre menopausa.
A segurança do tratamento depende de avaliação criteriosa e acompanhamento médico adequado.
A terapia de reposição hormonal pode ser administrada por diferentes vias, conforme indicação clínica.
Segurança depende de critério médico e acompanhamento adequado.
🔍Quero avaliar se a reposição hormonal é indicada para mim
Alternativas não hormonais

Para mulheres que não desejam ou não podem utilizar hormônios, existem opções eficazes, como:
- Medicamentos específicos
- Estratégias nutricionais estruturadas
- Atividade física orientada
- Suplementação individualizada
- Ajustes metabólicos
Frequentemente, utilizamos abordagens combinadas.
Por que tantas mulheres ainda sofrem em silêncio?

Apesar da evolução científica, ainda existem:
- Informações desatualizadas
- Medo injustificado da terapia hormonal
- Normalização do sofrimento feminino
- Falta de acompanhamento especializado
Sofrer não é obrigatório.
A menopausa pode ser vivida com equilíbrio, clareza e vitalidade. ✨
Menopausa como oportunidade de reestruturação da saúde

A transição hormonal pode ser vista como um alerta do corpo.
É um momento estratégico para:
- Reorganizar alimentação
- Ajustar rotina de sono
- Implementar atividade física estruturada
- Avaliar composição corporal
- Rever exames preventivos
Muitas mulheres relatam que, após um acompanhamento adequado, passam a se sentir mais conscientes do próprio corpo do que em fases anteriores da vida.
Menopausa não precisa ser declínio.
Pode ser reorganização.
🪽Mitos e verdades sobre a menopausa

Menopausa sempre causa ganho de peso
Mito parcial.
A queda hormonal pode favorecer aumento de gordura abdominal e perda de massa muscular, mas o ganho de peso não é inevitável. Estratégias adequadas de alimentação, exercício e, quando indicado, tratamento hormonal podem minimizar esse impacto.
Toda mulher precisa fazer reposição hormona
Mito.
A terapia hormonal deve ser individualizada. Nem todas as mulheres precisam, e nem todas podem utilizar. A decisão depende da avaliação clínica completa.
Reposição hormonal aumenta o risco de câncer para todas as mulheres
Mito.
O risco depende de perfil individual, tipo de hormônio, dose e tempo de uso. Quando bem indicada e acompanhada, pode ser segura para a maioria das mulheres.
Menopausa significa fim da vida sexual
Mito.
Alterações hormonais podem afetar libido e lubrificação, mas existem estratégias eficazes para preservar qualidade de vida sexual.
Sofrer faz parte da idade
Mito.
Menopausa é natural. Sofrimento não é obrigatório.
❓Perguntas Frequentes

Com que idade começa a menopausa?
Geralmente entre 45 e 55 anos, mas os sintomas podem iniciar anos antes, na perimenopausa.
Toda mulher precisa fazer reposição hormonal?
Não. A indicação é individualizada e depende da avaliação clínica completa.
Reposição hormonal é segura?
Quando bem indicada e acompanhada por médica experiente, é segura para a maioria das mulheres.
É normal ganhar peso na menopausa?
Alterações hormonais favorecem ganho de gordura abdominal e perda de massa muscular, mas existem estratégias para prevenção e controle.
Preciso de exames para confirmar a menopausa?
Na maioria dos casos, o diagnóstico é clínico, sendo os exames complementares.
📌Conclusão

Muitas mulheres aprendem a silenciar seus sintomas, acreditando que “faz parte da idade”. Mas a menopausa não precisa significar resignação.
As mudanças hormonais são reais, têm impacto no corpo e na mente — e merecem atenção qualificada. Ignorá-las pode comprometer saúde, vitalidade e qualidade de vida nos próximos anos.
Entender o seu momento hormonal é o primeiro passo. A partir disso, é possível construir uma estratégia individualizada para preservar energia, clareza mental, saúde metabólica e autoestima.
A menopausa não é o fim de uma fase produtiva da vida.
É uma transição que pode ser vivida com consciência, força e segurança.
Se você deseja atravessar essa etapa com acompanhamento médico consistente e abordagem personalizada, o momento de começar é agora.
📌 Agendar minha avaliação personalizada
(Atendimento presencial em Niterói)
Artigo revisado por:
Dra. Luanda Rosin – Médica ginecologista. Atua na área de saúde hormonal feminina, menopausa e qualidade de vida da mulher, com foco em avaliação individualizada e medicina baseada em evidências.
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